Secovi-SP vê novo ciclo de crescimento do mercado imobiliário em 2019

7 de setembro de 2017

São Paulo, 29 - O mercado imobiliário deve ter uma nova fase de crescimento a partir de 2019, sustentando pela perspectiva de oferta de crédito barato para construção e aquisição de imóveis, em meio a um cenário macroeconômico com taxa básica de juros em torno de 8% ao ano e inflação estabilizada no patamar de 3% a 4%. A perspectiva é do economista-chefe do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci.

"A nossa expectativa é que entremos em um novo ciclo de crescimento do mercado imobiliário a partir de 2019. Acredito que teremos um País em que não estamos acostumamos a trabalhar, com taxa de juros baixa e inflação sob controle", avaliou Petrucci, durante palestra na Convenção Secovi, que reúne empresários do setor. Na sua avaliação, esse cenário permitirá que o setor da construção tenha um impulso relevante.

O economista alertou, entretanto, que o ciclo positivo só será possível se o País for capaz de reequilibrar as contas públicas, situação que depende da aprovação da Reforma da Previdência. "Essa tendência depende quase que exclusivamente de passar a Reforma da Previdência, mesmo que seja mais comedida do que a ideia inicial. Com isso, poderemos entrar em um novo momento", acrescentou.

O Secovi-SP trabalha com uma projeção de crescimento de 0,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) e inflação na casa de 3,5% em 2017. Para o ano que vem, a expectativa é de PIB de 2,8% e inflação de 4,2%. O mercado imobiliário, segundo Petrucci, encontra boa demanda por parte dos consumidores, mas o avanço nas vendas ainda é limitado pelo desemprego elevado, restrições bancárias para concessão de crédito e pouca quantidade de recursos guardados nas cadernetas de poupança.

Petrucci reiterou a perspectiva de crescimento dos lançamentos e vendas de imóveis residenciais em torno de 5% a 10% na cidade de São Paulo em 2017. No fechamento do primeiro semestre, o setor teve alta de 9,6% nas vendas e de 10,3% nos lançamentos. "Na cidade de São Paulo, graças a Deus, estamos com números positivos. Mas fechamos o semestre com redução no mercado nacional", disse, lembrando que muitas praças ainda enfrentam fortes dificuldades econômicas, como é o caso do Rio de Janeiro.

Um dos dados positivos na capital paulista é a redução nos distratos. Em junho, as rescisões foram equivalentes a 15,1% das vendas acumuladas nos últimos 12 meses. O patamar mostra um recuo relevante em relação ao pico do setor, registrado em agosto de 2016, quando atingiu 23,5%. Isso mostra que as vendas têm sido mais cautelosas, e que a situação dos consumidores parou de piorar.

Já o preço dos imóveis residenciais novos (unidades na planta, em obras e recém-construídas) permanece estabilizado, em termos nominais, desde 2014 - o que sugere uma desvalorização. No entanto, Petrucci ponderou que esse preço não subiu principalmente porque houve uma participação crescente na cidade de projetos cujos apartamentos têm área menor ou localização mais periférica, por consequência com preços menores. Isso gerou uma distorção da base de dados considerada na pesquisa, avaliou.

Fonte: Estado de Minas



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