Com reformas, economia brasileira pode crescer até 2,8% em 2019, diz Fecomércio-RS

14 de dezembro de 2018

Mesmo que ainda carregue parte da herança deixada pela recessão, a economia brasileira deverá acelerar em 2019, avalia a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS). Para a projeção se confirmar, a entidade empresarial frisa que o futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL) terá de emplacar uma agenda de reformas.

Caso as medidas sejam realizadas, especialmente as mudanças ventiladas para a Previdência, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional tende a crescer 2,8% no próximo ano, aponta a entidade. A estimativa foi apresentada nesta quarta-feira (5), em Porto Alegre, durante balanço anual promovido pela Fecomércio-RS.

– O próximo passo é a reforma da Previdência. O segundo, a tributária. Precisamos de mais capitalismo, de mais liberdade para empreender – defendeu o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Consultor econômico da entidade, Marcelo Portugal sublinhou que, caso o futuro governo não consiga promover a reforma da Previdência, o desempenho da economia, a exemplo deste ano, perderá fôlego. Apesar de as mudanças no sistema de aposentadorias serem vistas como algo impopular, o economista avalia que a classe política vem demonstrando maior preocupação com a sanidade das contas públicas. Para Portugal, isso pode favorecer a confirmação da reforma a partir do próximo ano.

– É preciso consertar a parte fiscal. Não dá para o país continuar crescendo no nível de 1% ao ano. A recessão acabou. Mas o grande desafio é fazer a economia avançar de maneira mais rápida – observou Portugal.

Para a Fecomércio-RS, caso a agenda de reformas seja colocada em prática, e o país avance em ritmo mais acentuado, a elevação gradual na geração de empregos também deverá ser sentida em 2019. Na visão de Portugal, a reforma trabalhista promovida pelo governo de Michel Temer ganhou maior segurança jurídica ao longo dos últimos meses, o que poderá auxiliar na abertura de novas vagas nas empresas.

A Fecomércio-RS projeta também que os setores representados pela entidade ficarão no azul em 2019 – o comércio brasileiro deverá subir 3,5%, e o segmento de serviços, 2,5%. Ao longo da apresentação do balanço, Portugal frisou que o desempenho de ambos foi prejudicado em 2018 por fatores como a greve dos caminhoneiros, a Copa do Mundo e as incertezas da corrida eleitoral.

No próximo ano, frisa a Fecomércio-RS, os setores poderão receber, novamente, estímulos da inflação e do juro básico em nível reduzido. A estimativa da entidade é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre 2019 em 4%. Ou seja, caso a expectativa seja confirmada, a inflação ficará dentro da meta a ser perseguida pelo Banco Central (BC), cujo centro é 4,25%, podendo variar entre 2,75% e 5,75%.

Para o juro básico, a previsão da Fecomércio-RS é de 7% ao fim do próximo ano. Hoje, a taxa Selic está em 6,5%, o menor nível já registrado no país.

A entidade também avalia que a economia do Rio Grande do Sul pegará carona no desempenho positivo do país. Conforme a Fecomércio-RS, o PIB estadual tende a avançar 2,1% em 2019. Além das dificuldades das finanças gaúchas, gargalos de infraestrutura explicam o crescimento inferior em relação ao projetado para o país, acrescenta Portugal.

Na apresentação do balanço, a Fecomércio-RS posicionou-se a favor do enxugamento da máquina pública. Ao analisar o cenário gaúcho, Bohn defendeu a privatização do Banrisul, hipótese que vem provocando polêmica no Estado. O empresário declarou também que a entidade será "favorável ao corte de privilégios" e fará "oposição" ao aumento de tributos.

Fonte: GaúchaZH



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